
"TEMPESTADES QUE NÃO PARAM. PARA-RAIOS QUEM NÃO TEM? MESMO QUE NÃO VENHA O TREM NÃO POSSO PARAR".
terça-feira, 8 de maio de 2018
CORAGEM

No primeiro gole de vinho
ainda sozinho neste apartamento
Por um momento enxergo a luz e a luz /
é um avião
E a esperança que mora em mim
é um querubim de asas curtas
que evolui em falsas curvas /
e invariável vai ao chão
Eu cidadão brasileiro
dizem que sou guerreiro
inzoneiro sem nada a perder
Então cade a malandragem?
a coragem só de passagem
sem você no meu viver
Último gole de vinho
e eu ainda sozinho
especulando onde você está?
Se chora ou se sorri
se goza ou se sozinha
Eu estou aqui. Talvez ela virá?
dizem que sou guerreiro
inzoneiro sem nada a perder
Então cade a malandragem?
a coragem só de passagem
sem você no meu viver
Último gole de vinho
e eu ainda sozinho
especulando onde você está?
Se chora ou se sorri
se goza ou se sozinha
Eu estou aqui. Talvez ela virá?
domingo, 6 de maio de 2018
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NOVABOLIÇÃO

Sambar é discursar com os pés
versos de liberdade
E solfejar no chão, angolas e guinés
Nossa ancestralidade
Da janela não vejo o jongo
nem o anjinho das procissões
Apenas a violência crua
e hipócrita das religiões
E a menina samba cega
e o povo bate na palma da mão
E eu não sei mas o que presta
Carnaval ou revolução
Qual verso samba ela?
Na cartilha das milícias
entre as balas das polícias/
Nas quadras acabou a poesia
Só partidos conspirando, altas grossas
fantasias
(se seu corpo ainda está vivo
equilibra-se entre a autonomia
e o estupro coletivo)
Se essa rua fosse minha
se essa rua fosse o povo
Eu de novo cantaria
a esperança do renovo
Se essa rua fosse minha
Ah! Essa rua, esse povo
Mãos na tecnologia
mente ainda no monjolo
Meu povo nada além do bem
nada além do mal
E vai morrer na praia
como um povo cordial
Sambar é discursar com os pés
versos de liberdade
E solfejar no chão, angolas e guinés
Nossa ancestralidade
domingo, 8 de abril de 2018
MENINAS SOLARES

Mermaids of the sea,1883. Charles Edward Boutibonne
Meninas como claras tintas
num quadro aberto pelo mar
Naquele céu de queimar retinas
Em corpos a primaveirar
Vão meninas! Vênus, gaias, tássalas
Magnólias, margaridas, helicônias
Livres átomos, estrelas, pássaras
Cometas, mini deusas icônicas
A cada curva de brisa
que transpassa suas adolescências
Inspiram perfumes e benções
lumes, fontes e essências
Destrancam-se sorrisos
e surgem inexistentes belezas
novas suculentas frutas
numa natureza prenha e tesa
de fêmeas arquiteturas
domingo, 18 de março de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
OURO DE MOSCOU
Você que me vira do avesso
Faz-me crer num Deus
Cujo nome desconheço
Sua lágrima manifesta um milagre
Ao atar um enlace, entre o brilho e o segredo
Quando no escuro te confesso
que não tenho mais acesso
que não tenho mais acesso
ao
meu querer/
É porquê minha dignidade
se perde na sua vontade/ de lutar e de viver
se perde na sua vontade/ de lutar e de viver
Minha carne não é mais o que sou
Meu ouro de Moscou
Meu desejo proibido
Do peito vem um grito
Como um derradeiro gol
No último segundo
Ante o último apito
Você que é meu ouro de Moscou
Que vem a sustentar
Meu íntimo clandestino
Na minha utopia alcançar
mais do que a liberdade tem pra dar,
neste cárcere que o mundo se assemelha
neste cárcere que o mundo se assemelha
Carregar esperança como bandeira
Nos músculos do teu olhar/
miro púrpura centelha.
quarta-feira, 14 de março de 2018
SEGREDO DE AMOR

fonte: https://www.webestudante.com.br/samba
Você me encheu de esperança
e alguma alegria
Um beijo no canto da boca pedia
Aquele algo a mais que eu queria prever
Nas noites de quinta-feira nervoso eu ficava
Porque no pagode sempre te encontrava
sambando com outro e nunca comigo
Assim eu seguia nervoso com a batucada
A cerveja gelada descia quadrada
e você me tratava assim como amigo
A paixão que eu sinto está represada em meu peito/
eu já não consigo nem dormir direito/
e passo os dias sempre a lamentar
A amizade é forte e sempre estarei ao seu lado
mas o meu presente, engana o passado
porque o amor sempre esteve lá!
terça-feira, 13 de março de 2018
MARCHINHA PARA ODETE

Fui num churrasco lá na casa de Odete/
cerveja já não tinha/
Pedi uma carne e só veio vinagrete
O limão tinha acabado pra fazer a caipirinha
Quem mandô, rico fazer festa /
com sushi, carpacho e petisco/
Lá colina eu não como o resta/
A cerveja é gelada e ainda tem siricutico
A água vem do poço
Não da garrafa Perrier
Mas a fartura da festa é com gosto/
Um boi a gente mata e tem birita pra valer
A água vem do poço
Não da garrafa Perrier
do galeto sei que não roo o osso
A vida é muita dura sem orgia pra fazer!
PARE COM O SOL

Pare com o sol
pare com as manhãs
pare com as manias
fatias de maças/ estivais
Mire no verão
teu corpo é solar
Mais vale um segundo certo
do que dias tristes/ sem luar
Vem, quero certo tua certeza
Vem, quero paz na tua beleza
Arde cores fortes do romã
Vem, quero morder tua boca
Vem, quero esta não a outra
Madura carne tua hortelã
SUAVE MISTÉRIO
Deixa eu fazer você
Pensar em mim, porquê
Só eu tenho prazer
Que você tanto deseja
Fazer do amor buquê
O plural do saber
Da alma vem o bem querer
E que assim seja
Vem sonhar o sonho comum
Que dois corações sejam um
Do acaso da vida/
Certeza e alegria/
melodia moderna de blues
Do terraço enxergo os prédios
Lembra teu suave mistério
A coisa urbana, leve e humana
de não levar nada a sério
sábado, 25 de abril de 2015
MADONA DO CONFETE
Ela curte carnaval
ela oculta sua tristeza
é o eclipse de um mal
ela vai e vira a mesa
Vira mesa contra o tempo
movimento de ninji-tsu
Avessa à todo o elemento
é o princípio, é um mito
Eu acho que ela é osho
Eu acho que ela é buda
Vai além do dalai lama
nasce flor depois da luta
Sua beleza é o que inspira
Que respira quando aflito
Lá na rua quando mira
A esquina do infinito
Ramais de trem
Linhas de alta tensão
Carnavais que vão e vem
Carnavais que ainda virão
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