"TEMPESTADES QUE NÃO PARAM. PARA-RAIOS QUEM NÃO TEM? MESMO QUE NÃO VENHA O TREM NÃO POSSO PARAR".
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
República Separatista (ou Bandeira Negra)
Por vezes as hemoglobinas piscam
e esvanecem em micro-vênetos
e iniciativas basco-separatistas
Osséticas e checheno-frêmitos
Os suspiros são retro-físicos
e estrangeiros em suas mortes
Olham a esquina com medos tísicos
Exprimem glândulas sudoríparas fortes
Bandeiras ventam passados únicos
Reconhecem-se na retina da terra
Salivam lendas e folclores telúricos
Ficam armas, arames inguchétas
O que dizer do amanhã
Se estes tais salivam incertezas?
Somos águas profundas e anãs
Cercadas de ilhas de estranha beleza
Cheirem do sulco de nossos montes!
Comam do poro de nossos queijos!
Banhem-se em nossas fontes!
Assim entenderão - de vez -
/ as vísceras dos nossos desejos
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
CONTO DAS BANDEIRINHAS
É tempo de manga
sapoti, araçá, romã
tempo de furtar quintais
tempo de espiar as ancas
das negras suspensas em varais
como fossem também
camisas, calças, ceroulas
suam no vento as tais crioulas
Corri de espingardas cegas
Roubei bandeirinhas às pressas
Só pra enfeitar minha janela
Só pra lembrar aos olhos dela
Que minha janela era a mais bonita
Enquanto girava sua saia de chita
Espiava de longe de curto horizonte
Os fogos chineses transluz como dia
Cintilavam estrelas na poeira do monte
Bateram palmas, fez-se o festeiro
Os tambores e os chocalhos
Fez a festa, riscou-se o terreiro
na dança com pés descalços
Ainda me lembro, ah! não me esqueço
Que roubei bandeirinhas finas
Pra por na janela como adereço
Vermelhas, verdes, amarelinhas
Você nunca foi a roça
Mas labutei desde pequeno
Quando em festa meu peito troça
Armadilhas no sereno
Valei-me os santos
Minha herança dos bantos
Minha esperança nos cantos
No verso da capoeira
É tempo de seca
A fogueira crepita
Olho esquerdo te espreita
O direito faz quizila
Só resta rasgar bandeira
Que minha janela enfeitou
Na memória impossível barreira
Teu rosto não esfacelou
E ainda esperança matreira
no meu peito menino ficou
Filha da sinhá
meu lábio nunca beijou
sapoti, araçá, romã
tempo de furtar quintais
tempo de espiar as ancas
das negras suspensas em varais
como fossem também
camisas, calças, ceroulas
suam no vento as tais crioulas
Corri de espingardas cegas
Roubei bandeirinhas às pressas
Só pra enfeitar minha janela
Só pra lembrar aos olhos dela
Que minha janela era a mais bonita
Enquanto girava sua saia de chita
Espiava de longe de curto horizonte
Os fogos chineses transluz como dia
Cintilavam estrelas na poeira do monte
Bateram palmas, fez-se o festeiro
Os tambores e os chocalhos
Fez a festa, riscou-se o terreiro
na dança com pés descalços
Ainda me lembro, ah! não me esqueço
Que roubei bandeirinhas finas
Pra por na janela como adereço
Vermelhas, verdes, amarelinhas
Você nunca foi a roça
Mas labutei desde pequeno
Quando em festa meu peito troça
Armadilhas no sereno
Valei-me os santos
Minha herança dos bantos
Minha esperança nos cantos
No verso da capoeira
É tempo de seca
A fogueira crepita
Olho esquerdo te espreita
O direito faz quizila
Só resta rasgar bandeira
Que minha janela enfeitou
Na memória impossível barreira
Teu rosto não esfacelou
E ainda esperança matreira
no meu peito menino ficou
Filha da sinhá
meu lábio nunca beijou
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